Sáb05192012

Um contributo

A crença em decadência. Valor próprio cadente. Contudo, uma verdade potente.

Nunca antes tinha tanto ouvido falar numa tal de crise, em carência, em escassez, em perigo e em apuro. E ao valor em decréscimo das bolsas mundiais, alia-se o abatimento da vontade própria... Como quem diz, do ser capaz, do ser apto, da coragem e da audácia. E é esta, sim esta, a verdade potente, a de cada um, que vai abatendo. Porém, como dirira Marianne Williamson "agirmos como se fossemos pequenos não ajuda o mundo". Sendo assim, ergue-se a necessidade premente do insurgir das capacidades individuais, muitas delas inatas, e tantas outras que se constroem, que se fabricam e que se cultivam, fruto da convivência com o outro, com o que mora ao lado e com aquele que vive do outro lado da Terra, aqueles que não agiram como se pequenos fossem. E são esses pequenos grandes contributos que fazem florescer um maior conhecimento, um enxergar mais além e um aplanar confiante de que, afinal, somos mesmo capazes.

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“Tempos vão, Tempos vem”

Não passa um dia que não encontre, no meu correio electrónico, (apesar de bem "velhote"não escapei ao sortilégio e à necessidade de entrar nas novas tecnologias), alguma notícia conotada com a nossa festa brava. Nem sempre pelas melhores razões e com os melhores propósitos, é certo, mas com conteúdos a requerer análise e/ou resposta condizente.

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A queda de Cabelo

O Outono chegou. E, com ele, a folhagem verde deu lugar à amarela que cai pelas ruas... Mas não é só. Nós, mulheres, nesta altura do ano, notamos a tendência acrescida da queda do cabelo. Este facto está relacionado com os ciclos de crescimento capilar e tem tendência a regularizar-se ao fim de algumas semanas.

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Dicionário dos nossos dias

 

Três, dois, um: Trrim! Começa o combate. Hoje, aparência e existência opõem-se frente a frente numa empolgada luta que promete encher páginas, libertar sentimentos, provocar críticas e largar consequências.

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Ecos duma Leitura

Pensamento(s)

Conclui, há momentos, a leitura de mais um livro. O título, aparentemente controverso, era também sugestivo: “ O Papa Que Nunca Existiu” de António Andrade Albuquerque com quinhentas páginas de texto em mancha forte e larga. Ofereceram-me o livro e li-o de fio a pavio, com alguma atenção e, como sempre, perscrutando o que de novo, de profundo, de sugestivo ele me trazia. A escrita é muito equilibrada, a expressão genuinamente portuguesa, o pensamento é fluente. Tem um forte pendor policial que, por vezes se sobrepõe ao curso ficcionado do pensamento que se pretende correntio, nunca forçado e raramente inverosímil. A resolução sequencial foge, muitas vezes, ao inicialmente indiciado, arrastando consigo soluções imprevisíveis que geram surpresa e ligam o leitor ao texto e o fazem correr sobre a narrativa procurando o que a lógica não deixa antever. Notam-se fragilidades no campo da filosofia e da história do pensamento; no uso de certas regências preposicionais; na consistência da estruturação da frase complexa.

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