Sáb05192012

Um contributo

A crença em decadência. Valor próprio cadente. Contudo, uma verdade potente.

Nunca antes tinha tanto ouvido falar numa tal de crise, em carência, em escassez, em perigo e em apuro. E ao valor em decréscimo das bolsas mundiais, alia-se o abatimento da vontade própria... Como quem diz, do ser capaz, do ser apto, da coragem e da audácia. E é esta, sim esta, a verdade potente, a de cada um, que vai abatendo. Porém, como dirira Marianne Williamson "agirmos como se fossemos pequenos não ajuda o mundo". Sendo assim, ergue-se a necessidade premente do insurgir das capacidades individuais, muitas delas inatas, e tantas outras que se constroem, que se fabricam e que se cultivam, fruto da convivência com o outro, com o que mora ao lado e com aquele que vive do outro lado da Terra, aqueles que não agiram como se pequenos fossem. E são esses pequenos grandes contributos que fazem florescer um maior conhecimento, um enxergar mais além e um aplanar confiante de que, afinal, somos mesmo capazes.

O refreamento tomou posse do habitáculo individual e a incompetência assumiu o ranking dos juízos de valor. Da parte de cada um, a pequena oferta ao grande mundo pode parecer diminuta. Mas vale o que vale. É um contributo. E à medida que cada um exponencia o seu próprio valor, damo-nos conta de que foi feito algo pelo bem maior, num esforço de sentido único, da procura pelo bem-estar do outro, pelo amor ao próximo. Sem retrocessos. Num jogo no qual não vale ficar uma vez sem jogar.

E nesta época em que nada parece ter solução, eis que entra em acção a oportunidade de cada um mostrar o seu valor intrínseco. De erguer o dedo no ar, de dar graça ao seu empreendedorismo, de aproveitar as instaladas falhas e fazer delas novas instalações. Um contributo que se revelará grande, maior, supremo: O que é conferido pelo ser humano.