PSD alerta para a falta de recolha de lixo
Vereador apelou para uma maior eficiência

O vereador do PSD, na autarquia de Benavente (CDU), está preocupado com a recolha do lixo no município. José d'Avó levantou, em sessão camarária, um conjunto de situações referentes à falta de recolha. "Continuam a existir queixas sobre a falta de recolha", referiu o autarca, sublinhando ter passado em vários locais, nomeadamente na freguesia de Samora Correia, onde pôde comprovar a situação.
"Tenho aqui exemplo de dez a 12 sítios que se encontram completamente atolhados de lixo e que, em alguns, se vê que não é de dois ou três dias", disse. José d'Avó deu, como exemplo, situações na Estrada das Vagonetas, Estrada da Murteira, Estrada das Cardosas ou Caminho nº. 3 e deixou o apelo para que a recolha seja mais eficiente nestas e noutras zonas do município.
O vereador com o pelouro na Câmara de Benavente, Manuel dos Santos, explicou que nas zonas periféricas a recolha é feita como acontece com as zonas mais urbanas, mas, nas primeiras, há maior tendência por parte dos munícipes para acumularem lixo junto aos contentores. "Temos aqui um problema grave para resolver", referiu. Segundo o autarca, há mesmo semanas em que é necessário reforçar os meios que se encontram à disposição para a recolha dos resíduos. "É muito provável que exista lixo acumulado de 2 ou 3 dias, porque é impossível recolher os lixos no dia seguinte ao dia que eles são depositados", referiu, acrescentando que "a recolha, com os serviços que estão afectos, é insuficiente para aquilo que é a produção de lixo em determinadas zonas do concelho". O autarca alertou ainda para o facto de alguns munícipes fazerem a deposição de monos, plásticos, resíduos verdes e todo o tipo de lixos indiferenciados, o que não devia acontecer.
Manuel dos Santos recordou que a autarquia tem um serviço que faz a recolha selectiva e que os munícipes deviam fazer uso deste quando querem desfazer-se de certo tipo de resíduos. O vereador frisou ainda que a Câmara lançou, no último boletim municipal, uma campanha de sensibilização ambiental à população sobre esta problemática. "Vamos continuar a insistir, mas é impossível ter uma fiscal junto a cada contentor", disse.
A este propósito, o presidente da autarquia, António José Ganhão, partilhou da opinião de que grande parte dos resíduos depositados não são sólidos urbanos.
Para o autarca, há "uma má utilização e uma falta de civismo de muitos dos munícipes que entendem que ao lado dos contentores têm que deixar tudo aquilo que lhes apetece ou que lhes está a fazer diferença na sua casa/propriedade". António José Ganhão recordou que o incumprimento por parte dos munícipes "constitui uma contra-ordenação" e adiantou que a autarquia "devia identificar essas pessoas e mover-lhes processos, aplicando sanções que estão previstas na lei".


