Sáb05192012

MIC lamenta parcialidade jornalística

Direito de resposta

O Jornal Mais Região na sua última edição de 18 de Outubro, publica um artigo intitulado "MIC acusa presidente socialista da Assembleia Municipal de proibir divulgação do que se passa nas sessões" onde a propósito da proibição imposta pelo Presidente da Assembleia Municipal (AM) de Coruche para não se gravarem em áudio, vídeo ou fotografia as sessões da AM, afirma que o deputado municipal do MIC, Abel Matos Santos, "gravou imagens em vídeo e tirou fotografias de anteriores sessões daquele órgão, que colocou no site do movimento, alegando que tem carteira profissional de jornalista".

Ora, tais afirmações são manifestas mentiras e visam somente distorcer a realidade. Nenhum dos deputados municipais eleitos pelo MIC gravou quaisquer vídeos das sessões ou tirou fotografias! Quem filma e tira fotografias é o jornalista do jornal "O Mirante", que se saiba sem pedir autorização, mas em democracia, num acto público, também não o deveria ter de fazer.

Os deputados municipais do MIC, limitaram-se a gravar em áudio, e somente neste suporte, as suas próprias declarações com o intuito de se salvaguardarem, dado que a mesa da AM decide retirar das actas a seu belo prazer aquilo que os deputados da oposição dizem, e, também com a intenção de dar a conhecer e divulgar o que se passa na AM, para que a população saiba o que lá se passa! Fazia parte do seu programa eleitoral.

Quanto ao facto do deputado municipal ter Carteira de Jornalista, é uma verdade, mas nunca usou esse facto para gravar os registos áudio das suas intervenções. Invocou o facto de ter carteira de jornalista, quando o Presidente da AM distribui um parecer não identificado, remetendo a si a autorização para qualquer registo audiovisual, proibindo todos os deputados municipais de gravarem o que quer que fosse, referindo que só jornalistas o podiam fazer. O deputado do MIC invocou que também tinha carteira de jornalista, ao que logo foram proibidos também todos os jornalistas de fazer o seu trabalho, dizendo que só poderiam citar as actas das assembleias.

Lamentavelmente, o Jornal Mais Região, também ele proibido de gravar o que quer que seja, decidiu sem contactar o visado na sua peça jornalística, publicar inverdades e factos distorcidos, provavelmente fornecidos por terceiros, dado que ninguém do referido jornal esteve na AM.

Numa sociedade aberta e livre, não pode existir censura e impedir as populações de acederem à realidade, especialmente quando se fala dos seus eleitos. Proibir a divulgação das AM's revela somente medo e incapacidade, mostrando que afinal aqueles que enchem a boca com a democracia, são na primeira hora os maiores déspotas.