Campanha nacional sobre depressão em Santarém
«A depressão dói. Mas pode deixar de doer.»

Nos dias 6 e 7 de Outubro, em Santarém no Largo Cândido dos Reis, a Lilly Portugal, companhia farmacêutica internacional, com o apoio de várias sociedades científicas e associações de doentes, entre as quais a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, a Associação Portuguesa de Psiquiatra Biológica, entre outras, lançam uma campanha nacional sobre a depressão. Por meio de uma unidade móvel interactiva, pretendeu-se alertar e esclarecer a população para os diversos tipos de depressão e desmistificar o estigma que envolve esta patologia e a doença mental.
Afectando várias faixas etárias, a depressão não deverá ser associada exclusivamente a um problema de foro psicológico sendo que «os sintomas físicos são muitas vezes um dos principais sinais dos quadros depressivos», facto frequentemente desconhecido como alerta o Dr. José Salgado, psiquiatra no Hospital Júlio de Matos tendo também exercido funções no Hospital de Santarém. A estes factores junta-se ainda a componente social que é igualmente perturbada.
De acordo com o psiquiatra a determinação da doença e a indicação do tratamento poderão geralmente ser feitos nos centros de saúde junto do médico de família, salvo casos mais graves onde se reencaminha para o serviço especializado num hospital. O diagnóstico varia entre a depressão crónica e a depressão reactiva. A distinção está na duração sendo a crónica ao longo da vida da pessoa e a reactiva num determinado momento. O tratamento não se cinge ao repouso deverá existir um apoio farmacológico através de antidepressivos. O médico defende que os mesmos não causam dependência e o seu período de toma deve ser respeitado para evitar recaídas em caso de interrupção. Ao contrário dos ansiolíticos ou “calmantes” que causam dependência e são automedicados continuamente pelas pessoas de forma errada para estes casos.
Esclarece o Dr. José Salgado que «é uma doença incapacitante e poderá ser para toda a vida» e é considerada como uma das principais causas de incapacidade a nível mundial.


